domingo, 17 de janeiro de 2010

muda, muda... muda.

Quando era criança, me lembro, ficava muito confusa quando diziam que várias pessoas moravam dentro de uma só. Talvez eu imaginasse uma criação de espíritos em humanos, e a gente podia até passar por eles sem desconfiar de nada.
Hoje estava pensando sobre isso. Sobre ser várias em uma só; sobre mudar completamente, continuando a ser eu; sobre ter uma criação de espíritos dentro de mim.
Talvez eu tenha me acostumado tanto a ter um novo personagem a cada dia, se vestindo do meu corpo, que não consigo identificar se isso é bom. Não sei se seria melhor controlar essa coleção de identidades ou deixar que elas me controlem.
Não sei se saberia viver de outra forma, que não mutável.

6 comentários:

Rômulo Alexander disse...

É por isso que ainda não consegui definir exatamente se você é boazinha ou se você é má?

Rodolfo Alves disse...

eu sou vejo uma Alice. A sem coração.

=P

Amo odiar você!

Alice Mattos disse...

Rômulo, eu sou um anjo. ^^ (pelo menos às vezes, eu sou.)

Rodolfo, passo a acreditar que não ter coração pode ser uma coisa boa. Estou livre de morrer por uma parada cardíaca. =P
Fico lisonjeada com seus sentimentos por mim, mas eu te odeio muito mais! ^^

Rodolfo Alves disse...

Entretato, cara(barata) Alice, o coração material que sofre as dores dos infartos(enfartos?) ainda existe.

Agora o coração que metaforicamente representa os sentimentos tachados pela sociedade como "bons" é realmente algo que você não possui.

Mel dels, como eu falo! G-zuis!

Alice Mattos disse...

Ok, caro barato.
Sinto-me feliz em não tê-lo também.
E ainda não acredito que todos os outros o tenham. A diferença é que acreditam que é melhor fingir que têm.
O coração físico um dia será útil e doado para alguém que realmente precise. Já o outro... pra que serve mesmo?

Marina disse...

acho q nenhum d nós tem outra opção q ñ seja uma mutação eterna dentro d todos. As metamorfoses são liiindas! *.*