domingo, 16 de agosto de 2009

As revelações da noite...

Minha casa mal-assombrada sou eu mesma. Só preciso de momentos de insônia para percebê-la. Só preciso me perder em meus pensamentos para encontrá-la. Estar completamente isolada num mundo vazio se torna a melhor maneira de ver como tudo acontece.

Não ouço correntes se arrastando pelas escadas. Contudo, meus velhos chinelos barulhentos exercem a função de me levar a procurar pela casa algo que ainda não sei o que é. Não ouço fantasmas me soprando ao ouvido. Porém, um passado ainda não decifrado consegue me assombrar, juntamente com um futuro embaçado que me assusta. Não há animais demoníacos me perseguindo. Mas os cães da vizinhança parecem querer me dizer alguma coisa em seus latidos.

Um desespero terrível se aloja em mim e eu nem ao menos sei o motivo. Mil perguntas surgem do meio do nada e não oferecem o mínimo de ajuda na minha eterna procura pelas respostas. O relógio de repente passa a me contar as horas de uma maneira diferente. Ainda não descobri se é de uma forma mais rápida ou mais lenta. Sei que é diferente. Nenhum momento do dia se assemelha ao agora. Agora é diferente.

Até a Lua, que outrora fora minha bela amiga e confidente, quer me dizer algo. Tento identificar sua charada, mas nenhuma ideia se passa na minha cabeça sobre esse mistério.
Por que me sinto tão inquieta se nem ao menos sei o que acontece? Se nem ao menos sei se algo acontece...

Dormir me salvaria disso tudo? Tento. Mas o sono não vem. O que fazer agora?

Intermináveis horas enfim me permitem encontrar o repouso. Mas este não é um descanso propriamente dito. Todo esse terror consegue alcançar meus sonhos e fazer com que eu fique perdida até mesmo lá.

O que fazer agora?

Amanhã um novo dia vem. Amanhã.

3 comentários:

Zazá disse...

Dormir não vai te fazer ficar bem nos problemas ao amanhecer, acredite.
se puder passa no meu, que Deus te abençoe.

☆Liliane♥ disse...

o postq vai pro concurso de contos!
ebaaa!

Blue butterfly disse...

perfeito migah na minha opinião se já ganhou tem pra ninguém não...ano-te