quarta-feira, 18 de novembro de 2009

um segundo de tristeza

O que acontece é que eu sempre sinto tudo com muita intensidade.
Hoje, quando qualquer outra pessoa no meu lugar iria querer morrer, eu não sentia isso. Já não era uma vontade. Era uma necessidade. Deus, como eu precisava morrer! Ou talvez nem isso... eu só precisava deixar de existir. Cheguei ao momento em que viver dá tanto trabalho, que minhas forças já não eram suficientes.
Meu choro vinha com tanta força, que pensei que não ia aguentar mais. Não saía dos meus olhos, saía de dentro do meu estômago. Vibrava todo o meu corpo com o desespero terrível e explodia incontrolável. Enfim, achei um corpo moço que me apoiava. Mas de repente, que estranho!, esse apoio desabava comigo no meu choro... Ainda me pergunto se desconfiava o que eu sentia... Mas me acompanhou naquele terrível momento. E chorava também.
Mas chegou tarde. Eu já não mais chorava... Eu já começara a sangrar aquela terrível dor. E, enquanto sangrava, sorria por pensar que a hemorragia poderia me matar. Eu ia, enfim, morrer! Mas isso não aconteceu. Agonizei eternamente sofrendo com aquela dor. E não morria... Me obrigavam a continuar vivendo!
Não sabia a quem pedir a morte, mas pedia. Numa esperança inútil de que tudo tivesse fim. E, sabendo que não morreria, me remontava pra tentar viver. Única saída.

Um comentário:

Marina disse...

Aaiii amiga... acho q você deve se lembrar do dia em q eu chorava desesperadamente e t obrigava a me ouvir dizer sobre a minha vontade d deixar d existir...
SÓ QUERO DIZER QUE ASSIM COMO ESTEVE COMIGO, ESTOU COM VOCÊ!
Nem sei bem do q se trata.. mas estou!
Te amooo!