terça-feira, 25 de maio de 2010

melhor sem título

"O mundo é muito mais água do que eu posso beber."
Fiquei pensando nisso o dia todo... Por que é tão impossível beber o mundo?
"Se eu pudesse, guardava tudo numa garrafa e bebia de uma vez."
Se tudo (tudo mesmo! no sentido mais amplo da palavra) viesse de forma destilada, fermentada, diluída, líquida!, seria tudo o bom... O gosto talvez fosse um pouco amargo, mas tenho certeza que seria bom.
Sei que tenho esse complexo de querer "abraçar o mundo com as pernas".
Sei que nunca consigo.
Sei que continuo insistindo, mesmo sabendo que nunca consigo.
Sei que marquei trinta mil coisas com trinta mil pessoas para essa semana, e ainda me iludo como se fosse conseguir. É uma pena... Enfim. Isso não é importante.
Há tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que eu morro ao lembrar que não consigo acompanhar tudo.
Há tanta coisa pedindo para ensinar, pedindo que eu aprenda... É uma pena que não dê tempo para tudo.
"O infinito é realmente um dos deuses mais lindos." Sem fim. Sem acabar. Para sempre. Como uma coisa pode me atrair tanto e me amedrontar na mesma proporção?
E o tempo é tão cruel! Nunca espera, sempre correndo, sem pensar em ninguém, sem deixar que ninguém consiga beber o mundo! Sem deixar que eu beba o mundo!
Não sei o que escrevo. Não sei o que penso. Não sei o que acontece. Só corro atrás do tempo para conseguir transcrever tudo o que se passa na minha cabeça, sem me importar se alguém vai entender. Sem me preocupar se eu vou entender.
"Seja rude e escreva sem respeito, porque quem lê não é digno do esforço daquele que escreve. Seja você mesma na sua escrita. O caos só consegue ser tão perfeito porque não respeita nada, ele anda sobre o tempo e passa por tudo sem se importar aonde esbarra e o que pode causar."
O caos.
Sempre disse que eu era um caos.
Depois dessa visão de caos, não me considero mais parte dele.
Acho que não sei o que sou agora.  Sou uma desorganização, principalmente quando escrevo. Ou talvez não "principalmente". Escrever desorganizadamente talvez seja só um reflexo da minha desorganização de vida mesmo. Sendo eu mesma na minha escrita...
O chapeleiro maluco talvez não seja tão maluco assim. Talvez seja mais inteligente que todos nós. O tempo não é uma coisa que possa ser gasta ou perdida... O tempo é uma pessoa. Uma pessoa com autonomia bastante forte para decidir o que faz sem pensar em mais nada ou em mais ninguém.
Fiquei pensando na minha relação com o tempo. Não sei se ele é meu amigo, ou se ele me odeia. Talvez qualquer dia ele me obrigue a tomar o chá das cinco para sempre ou também pode ser legal pela madrugada e só me derrubar no final...
Não sei mais do que estou falando.
Momento totalmente psicodélico, sem nenhuma droga ou bebida. Juro.
Quando ordenar meus pensamentos, eu volto.

Kisses.

Um comentário:

Marina disse...

Este texto foi genial! *.*